terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

UFPE promove ato público e missa em memória do estudante Alcides do Nascimento Lins



Nessa quinta-feira (11), a UFPE promove um ato público para homenagear o estudante do curso de Biomedicina da UFPE Alcides do Nascimento Lins, que morreu na madrugada do último sábado, após ser baleado em sua casa, na comunidade Vila Santa Luzia, no bairro da Torre. Às 10h, no hall do Centro de Convenções da UFPE, uma missa em memória de Alcides será celebrada pelo padre Romeu, da paróquia da Torre, da qual o aluno fazia parte.
Logo após a missa, às 11h, ocorrerá o Ato pela Vida, uma caminhada organizada pela UFPE, tendo como entidades convidadas o Hemope (onde Alcides estagiava), UFRPE, UPE, Unicap, Facepe, UNE, DCE, escolas públicas, entre outras.
A concentração da caminhada será no Centro de Convenções da UFPE, no Campus Recife. Os participantes percorrerão a Avenida dos Reitores em direção à Reitoria (sem cruzar a BR-101), passando pela Biblioteca Central, Centro de Artes e Comunicação e encerrando no mesmo local de concentração.
Em abril de 2007, a aprovação de Alcides no Vestibular da UFPE, em um curso bastante concorrido, ganhou a mídia nacional. O momento de felicidade vivido por Alcides e sua mãe, Maria Luiza, foi destacado no Programa Fantástico, da Rede Globo, que mostrou a dura realidade da família do estudante moradora de uma comunidade carente do Recife. A morte de Alcides teve repercussão nacional.
HOMENAGEM - Durante a colação de grau dos cursos do Centro de Ciências Biológicas (CCB), que ocorreu na última segunda-feira (8), o reitor Amaro Lins, a diretora do CCB, Ângela Farias, estudantes e docentes do Centro homenagearam o aluno Alcides do Nascimento Lins.
O reitor e a diretora do Centro destacaram a importância de Alcides como representante dos jovens de escola pública. Os presentes, atendendo a pedido do reitor, fizeram um minuto de aplausos em homenagem ao rapaz. “Temos que ter esperanças de que um dia tenhamos centenas de Alcides, e não apenas um, circulando pelos corredores de nossa Universidade”, comentou a professora Ângela. Os formandos de Biomedicina usaram fitas brancas no braço, simbolizando a paz.
Além do falecimento de Alcides, também foi lembrada pela professora Ângela Farias a morte de Ludmila Meireles, ex-aluna do CCB e mestranda em Tecnologia Ambiental, decorrente de acidente de carro no Complexo de Salgadinho, em Olinda. “Hoje é a missa de 7º dia de nossa ex-aluna do curso de Ciências Biológicas/Ciências Ambientais Ludmila Meireles da Silva e na madrugada desse último sábado, perdemos de forma violenta e brutal o nosso aluno do curso de Biomedicina, Alcides do Nascimento Lins, com apenas 22 anos de idade”, relatou ela.

Fonte: Ascom UFPE

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cordel da Revolta BBB


Curtir o Pedro Bial

E sentir tanta alegria

É sinal de que você

O mau-gosto aprecia

Dá valor ao que é banal

É preguiçoso mental

E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo

Um programa tão ?fuleiro?

Produzido pela Globo

Visando Ibope e dinheiro

Que além de alienar

Vai por certo atrofiar

A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro

Que está em formação

E precisa evoluir

Através da Educação

Mas se torna um refém

Iletrado, ?zé-ninguém?

Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão

Lá está toda a família

Longe da realidade

Onde a bobagem fervilha

Não sabendo essa gente

Desprovida e inocente

Desta enorme ?armadilha?.

Cuidado, Pedro Bial

Chega de esculhambação

Respeite o trabalhador

Dessa sofrida Nação

Deixe de chamar de heróis

Essas girls e esses boys

Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,

Querido Pedro Bial,

São verdadeiros heróis

E merecem nosso aval

Pois tiveram que lutar

Pra manter e te educar

Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal

Com seu discurso vazio.

Pessoas inteligentes

Se enchem de calafrio

Porque quando você fala

A sua palavra é bala

A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil

Carente de educação

Precisa de gente grande

Para dar boa lição

Mas você na rede Globo

Faz esse papel de bobo

Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal

Nosso povo brasileiro

Que acorda de madrugada

E trabalha o dia inteiro

Dar muito duro, anda rouco

Paga impostos, ganha pouco:

Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade

Neste momento atual

Se preocupa com a crise

Econômica e social

Você precisa entender

Que queremos aprender

Algo sério ? não banal.

Esse programa da Globo

Vem nos mostrar sem engano

Que tudo que ali ocorre

Parece um zoológico humano

Onde impera a esperteza

A malandragem, a baixeza:

Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência

Não são mais valorizadas.

Os ?heróis? protagonizam

Um mundo de palhaçadas

Sem critério e sem ética

Em que vaidade e estética

São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética

Nem projeto educativo.

Um mar de vulgaridade

Já tornou-se imperativo.

O que se vê realmente

É um programa deprimente

Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo

?professor?, Pedro Bial

O que vocês tão querendo

É injetar o banal

Deseducando o Brasil

Nesse Big Brother vil

De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço

Mal exemplo à juventude

Que precisa de esperança

Educação e atitude

Porém a mediocridade

Unida à banalidade

Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento

De pessoas confinadas

Num espaço luxuoso

Curtindo todas baladas:

Corpos ?belos? na piscina

A gastar adrenalina:

Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo

É de nos ?emburrecer?

Deixando o povo demente

Refém do seu poder:

Pois saiba que a exceção

(Amantes da educação)

Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial

Um mercador da ilusão

Junto a poderosa Globo

Que conduz nossa Nação

Eu lhe peço esse favor:

Reflita no seu labor

E escute seu coração.

E vocês caros irmãos

Que estão nessa cegueira

Não façam mais ligações

Apoiando essa besteira.

Não deem sua grana à Globo

Isso é papel de bobo:

Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim

Desse Big Brother vil

Que em nada contribui

Para o povo varonil

Ninguém vai sentir saudade:

Quem lucra é a sociedade

Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor

Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso

Esses milhões desejados

Que são ligações diárias

Bastante desnecessárias

Pra esses desocupados.

A loja do BBB

Vendendo só porcaria

Enganando muita gente

Que logo se contagia

Com tanta futilidade

Um mar de vulgaridade

Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade

E apelo sexual.

Não somos só futebol,

baixaria e carnaval.

Queremos Educação

E também evolução

No mundo espiritual.

Cadê a cidadania

Dos nossos educadores

Dos alunos, dos políticos

Poetas, trabalhadores?

Seremos sempre enganados

e vamos ficar calados

diante de enganadores?

Barreto termina assim

Alertando ao Bial:

Reveja logo esse equívoco

Reaja à força do mal?

Eleve o seu coração

Tomando uma decisão

Ou então: siga, animal...

FIM


Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.


Cursos de dança de salão para iniciantes começam esta semana no NEFD-UFPE


O Núcleo de Educação Física (Nefd) promove dois cursos de dança do salão para iniciantes, nas modalidades forró e samba, uma delas iniciada no dia 3 e outra que começará no próximo sábado (6), respectivamente. O curso de forró tradicional ocorre todas as quartas às 20h e o de samba de gafieira todos os sábados às 14h. As aulas são ministradas por Márcio e Maíra Travassos na sala de rítmica do Nefd, onde as inscrições devem ser feitas. A mensalidade é de R$ 55,00 e as aulas terminam em dezembro.

Mais informações
Nefd - (81) 2126.8462
flavio_camposmorais@hotmail.com

Consolidação das leis da Cultura está pronta para votação

O projeto de lei (PLS 188/09) que consolida a legislação da área cultural, de autoria do senador Augusto Botelho (PT-RR), está pronto para ser votado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte. A proposta tem voto favorável do relator, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que apresentou seis emendas à matéria.

O projeto tem 261 artigos e reúne toda a legislação sobre cultura existente até o momento de sua proposição, feita em 12 de maio do ano passado. Entre as 23 leis incluídas destacam-se o Decreto-Lei 25, de 1937, que organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional; a Lei 3.924, de 1961, que dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos; a Lei 11.904, de 2009, que institui o Estatuto de Museus; a Lei 10.753, de 2003; que institui a Política Nacional do Livro; os artigos 1º a 61 da Medida Provisória 2.228-1, de 2001, que estabelece princípios gerais da Política Nacional do Cinema e cria o Conselho Superior do Cinema e a Agência Nacional do Cinema (Ancine), entre outras coisas; e a Lei 8.313, de 1991, que institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

O relator destaca a “valiosa contribuição” do autor para as políticas culturais do país, ao propor uma consolidação das leis do setor. Cristovam Buarque cita, entre as justificações de Augusto Botelho, o argumento segundo o qual a consolidação das leis “contribuirá para o aperfeiçoamento da gestão das políticas públicas de cultura no Brasil”.

O relator argumenta que o emaranhado jurídico brasileiro atrapalha o cumprimento integral das leis. “Dificilmente o cidadão comum localiza, de pronto, aquilo que procura em uma lei. Quase sempre um diploma remete a outro, que, por sua vez faz referência a um terceiro, e assim por diante”, argumenta Cristovam Buarque. Ele ressalva que a legislação cultural, felizmente, não tem um número de normas muito grande nem se estende por muitas áreas. “Mas, ainda assim, os sucessivos ajustes dos últimos anos acabaram por criar o efeito que descrevemos acima, ou seja, o das múltiplas fontes para se entender um único dispositivo”, acrescentou.

Cristovam Buarque reconhece “o zelo com que o autor tratou do assunto”, mas apresentou emendas para sanar algumas lacunas que encontrou. As emendas destinam-se a acrescentar trechos de algumas leis esquecidos na proposta.


Fonte: Agência Senado.

Acesso à cultura, nosso maior desafio

Foto: Cobalt123


Economia forte, instituições políticas sólidas e boas perspectivas colocam o Brasil na posição de uma das nações mais promissoras do mundo neste começo de ano. No entanto, o pouco acesso à cultura continua a ser um dos nossos pontos frágeis.

Estas são as constatações que podemos subtrair dos levantamentos feitos pela revista International Living, publicação norte-americana que, desde o começo da década, elabora a medição informal do índice de desenvolvimento humano (IDH) de quase 200 países. Em 2010, os primeiros colocados são, respectivamente, França, Austrália, Suíça, Alemanha, Nova Zelândia, Luxemburgo, Estados Unidos, Bélgica, Canadá e Itália.

O Brasil aparece em 38º — nada mal, tendo em vista que foram 194 avaliados, mas ainda assim numa posição menos honrosa que a do Uruguai (19º lugar), da Argentina (26º) e do Chile (31º). Nossas melhores pontuações ocorreram nos quesitos de liberdade e segurança (foram analisados riscos de guerra e de ataques terroristas, e não a questão da violência urbana). Nossos piores desempenhos foram em infraestrutura e acesso à cultura.

O que a International Living fez foi tabular aquilo que constatamos na prática. O Brasil é um País que incorporou os valores democráticos e que pratica a tolerância, mas ainda tem muitas lacunas a preencher. Na área de infraestrutura, um dos nossos calcanhares-de-aquiles, estamos investindo fortemente, mas continuamos distantes dos padrões que nos permitiriam suprir nossas demandas por energia, rodovias, ferrovias, hidrovias e fluxo portuário. Em habitação, nosso déficit é de aproximadamente 7 milhões de moradias.

No âmbito da Educação e da Cultura, é sabido que o Brasil superou problemas antigos, como a falta de acesso à escola. Além disso, segundo o IBGE, em 2008, 56 milhões de pessoas de dez anos ou mais de idade acessaram a internet pelo menos uma vez por meio de um computador. Esse número equivale a 34,8% da população nessa faixa etária.
A mesma pesquisa revela que o uso da internet foi maior entre os mais jovens. No grupo de 15 a 17 anos, por exemplo, a internet é usada constantemente por 62,9% dos jovens. A seguir, vem o grupo de 10 a 14 anos de idade, no qual 51,1% da população tem acesso à rede. Já o grupo de 50 anos ou mais é o time dos desconectados, com uma participação de apenas 11,2%.

O uso do celular também está cada vez mais difundido. Cerca de 53,8% da população de dez anos ou mais de idade tinham telefone celular para uso pessoal em 2008, segundo o IBGE.

Tudo isso indica que estamos acompanhando o restante do mundo em seu ganho de velocidade e no encurtamento de distâncias. Mas é triste saber que o interesse pelas novas tecnologias não se faz acompanhar por um embasamento intelectual que, no mínimo, tornariam mais interessantes e enriquecedoras as palavras que atravessam os caminhos de fibra ótica…

Temos que nos empenhar no combate à má qualidade do ensino e favorecer o acesso à cultura. E um bom começo para o enfrentamento desse problema é a expansão do número de bibliotecas públicas pelo País. Hoje, ainda faltam bibliotecas em mais de 300 municípios brasileiros. O desafio de zerar esse déficit deve ser encarado como uma dívida histórica, por todos nós.

Além de disponibilizarem livros variados para todos os tipos de público, as bibliotecas funcionam, principalmente nas cidades de menor porte, como espaços importantes para a aquisição da cultura e o exercício da arte e da criatividade. Salas são aproveitadas para cursos de teatro, música e artesanato, e aquelas que recebem equipamentos para projeção se convertem em pequenos cinemas. Graças ao ambiente aconchegante e convidativo, as bibliotecas são opções excelentes para o convívio de crianças e de jovens que, sem essa alternativa, acabariam ficando horas e horas na rua, expostos a toda sorte de riscos e estímulos negativos.

Infelizmente, porém, ainda nos falta trabalhar o apreço pelo livro com a ênfase que ele mereceria. Talvez porque os livros não sejam promovidos por meio de comerciais na televisão, nem tenham, por trás deles, importantes marcas licenciadas a reforçar seu apelo comercial, eles só são lembrados, em boa parte dos lares brasileiros, quando os pais recebem a lista de material escolar no início do ano. Dessa forma, transformam-se em símbolos da obriAlinhar ao centrogação e da rotina, e deixam de ser identificados com aquilo que eles são de fato: companheiros para todas as horas, principalmente as de lazer.

Transformar os livros em objeto de desejo é uma missão que deve ser encampada por toda a sociedade. Eles são inigualáveis na sua posição de alimentadores de corações e mentes. E é importante trabalhar essa questão com uma ênfase bastante grande junto às crianças e aos adolescentes. Coloco ênfase nos mais jovens porque é justamente nos primeiros momentos da vida que as pessoas despertam para o novo e começam a cultivar os valores e as crenças que irão acompanhá-las pelo resto de suas vidas.

Se as crianças sonharem em ganhar livros com o mesmo ardor com que desejam as pistas de corrida, as bonecas e até as pistolas de brinquedo, estaremos mais próximos da construção de um país melhor. Pois não há riqueza maior do que o conhecimento, e é desse tesouro que o Brasil mais precisa.


Sobre "Antoninho Marmo Trevisan " http://www.trevisan.edu.br

Empresário, educador e consultor. Preside a Trevisan Escola de Negócios, a Trevisan Consultoria e Outsourcing e o Conselho Consultivo da BDO. Integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). mais

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Folia é oficialmente aberta em Pernambuco

Fortim do Queijo foi o palco de apresentações e homenagens

Da Redação

Incontáveis foliões assistiram aos shows. Governador também esteve presenteAgora é oficial: com a benção de Mestre Jaime, o homenageado do Carnaval de Pernambuco, o governador Eduardo Campos deu início aos festejos carnavalescos em todo o Estado, ontem, no Fortim do Queijo, em Olinda, com a presença de incontáveis e incansáveis foliões. “Quem faz o Carnaval é o povo nas ruas, são os artistas que propagam nossas tradições. Temos aqui uma figura que há 80 anos presta o serviço de animar nossa festa”, comentou Campos, referindo-se ao carnavalesco.

O governador subiu ao palco acompanhado da presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, dos deputados federais Ciro Gomes e Maurício Rands e dos prefeitos de Olinda e Recife, Renildo Calheiros e João da Costa respectivamente. “Estamos celebrando uma festa democrática, genuinamente pernambucana, respeitando nossas tradições em todas as regiões de Pernambuco. Os 17 polos valorizam a cultura popular. O nosso Carnaval, verdadeiramente, vale por muitos”, pontuou Luciana Azevedo.

O prefeito João da Costa frisou que apesar de Recife e Olinda serem as portas de entrada do Carnaval, o período carnavalesco é, antes de tudo, pernambucano. “Recife tem muito orgulho de fazer parte desta riqueza cultural”, pontuou. Para Renildo Calheiros, a abertura oficial não poderia ser realizada em outro lugar. “Olinda se orgulha de ser o ponto de partida para dias de muita alegria”. Este é o segundo ano que o palco do Fortim abre o Carnaval pernambucano.

A abertura começou com a homenagem dos bonecos gigantes à Bicharada de Mestre Jaime. A noite ainda teve a apresentação do espetáculo de dança Frever e as apresentações do Maestro Duda, da Banda Armandinho, Dodô e Osmar e do músico Antônio Carlos Nóbrega. Hoje, o Fortim recebe Elza Soares a partir das 18h. A programação do Carnaval pode ser conferida no site www.carnavaldepernambuco.com.

Fonte: Folha de Pernambuco

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mostra explica o processo criativo de Chico Science


O mangue beat comprovou os versos na canção "Estética da periferia" de Fred Zero Quatro, outro expoente do movimento, autor do manifesto "Caranguejos com cérebro" e fundador da banda mundo livre S/A: "Não espere nada do centro / Se a periferia está morta / Pois o que era velho no norte / Se torna novo no sul".

E já era hora do centro render homenagem à revolução que veio do Recife. O tributo começa nesta quarta-feira, com a " Ocupação Chico Science " no Itaú Cultural, na Avenida Paulista. A mostra, que pela primeira vez tem como tema um músico, convida o público a conhecer a obra e o processo criativo de Francisco de Assis França (nome de batismo de Science).

Contagiados pelo espírito coletivo do mangue beat, os curadores Ana de Fátima Souza e Edson Natale reuniram um grupo de colaboradores para criar a ocupação.

- Trabalhamos com o conceito de curadoria coletiva, muito em função da característica do trabalho do próprio Chico. Não podíamos fazer uma ocupação nos moldes das anteriores, como as dedicadas a José Celso Martinez Corrêa ou Nelson Leirner. Chico Science teve um período muito curto e fértil de carreira, portanto resolvemos focar em seu universo criativo, na época em que ele mudou o norte da música brasileira - explica Ana de Fátima, conterrânea de Science, que acompanhou de perto as mudanças da cena musical de Recife na década de 90.

Participam da curadoria coletiva o cineasta e roteirista Hilton Lacerda e o músico Helder Aragão (também conhecido como DJ Dolores), que nos anos 90 formavam a dupla Dolores & Morales, responsável pela direção de clipes do movimento e pelo projeto gráfico do CD "Da lama ao caos". A irmã de Chico, Goretti França, e a filha do artista, Louise Science, também colaboraram com a elaboração da mostra, bem como o amigo, parceiro e produtor Paulo André Pires, o Fred Zero Quatro, e Jorge Du Peixe, músico da Nação Zumbi.

Com a sensação de que presenciava algo grandioso, o produtor Pires - criador do festival Abril Pro Rock - guardou tudo o que pôde sobre a carreira de Chico Science à frente da Nação Zumbi. Em menos de três anos, o grupo empreendeu três turnês internacionais.

- O Brasil não entendeu a música de Chico Science. Vimos o exterior como a possibilidade de não ficarmos reféns do mercado brasileiro, onde a ignorância permanece. Chico Science tem a mesma importância para a música brasileira que artistas como Cazuza e Cássia Eller, mas está longe de ter a mesma popularidade - afirma o produtor, que, entre outras preciosidades, guarda até hoje o cheque com o cachê de US$ 100 ganho pela banda pelo show realizado no CBGB, em Nova York, e assinado por Hilly Kristal, dono do lendário e extinto bar.

Do acervo da família de Science vieram fotografias, objetos de uso pessoal, obras de arte e cadernos de anotações do artista. A irmã lembra que ele era "uma pessoa que não conhecia o cansaço nem o desânimo. Era como se soubesse que as coisas iam acontecer":

- Chico era encantado com a vida. Via poesia nas coisas e enxergava beleza em tudo - define Goretti. - Ele falava sobre seu trabalho como uma "diversão levada a sério". Espero me divertir com a mostra e tenho a sensação de que vou encontrar Chico lá. O público poderá ver como ele se envolvia em todas as etapas do processo criativo.

Para Lacerda, um dos parceiro de Chico na criação visual, a mostra pode trazer de volta o espírito inovador da época.

- O mais interessante foi reunir tantas pessoas diferentes e ao mesmo próximas colaborando em um resgate do período e do movimento. A cultura brasileira está muito careta. É bom se debruçar sobre coisas que possam servir de inspiração. Espero que a mostra não seja apenas memória, que por si só não traz muita coisa a não ser saudade, mas que sirva como um sopro de inovação - torce Lacerda.

Produtor prepara livro e cogita filme sobre Science

A reunião possibilitada pela curadoria da ocupação vai render frutos. Pires prepara um livro sobre a trajetória de Chico Science. O produtor também quer fazer um filme sobre o artista, em parceria com Lacerda e outros artífices do mangue beat.

- A mostra recria o ambiente supercriativo da época, sem ser nostálgica. Nosso sonho na época era trabalhar com música e tecnologia. Se Chico estivesse vivo, imagino que estaria fazendo isso, pois hoje é tudo mais barato e acessível - conclui Helder Aragão, o DJ Dolores.

O verso e o reverso de Chico Science em mostra no Itaú Cultural em São Paulo.

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/02/02/mostra-em-homenagem-chico-science-lembra-os-13-anos-de-morte-de-um-dos-criadores-do-mangue-beat-915765862.asp

Telefones úteis


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auxílio à lista
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3462 4960

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3232 2942

Box Turismo PCR – TIP
3452 1892

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3224 4402

Casa do Carnaval - Pátio de São Pedro
3232 2864 / 3232 2865

Cine Teatro Apolo
3207 0881

coopetáxi
3424 8944 | 3424 4254

copseta
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Espaço Pasárgada – Casa Manuel Bandeira
3134 3014

Fundação Joaquim Nabuco
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hospital da restauração
3421 5444

informações turísticas
3232 8409

Informações Turísticas
3232 8409

ingressos em domicílio
3227 2677

Museu da Cidade do Recife – Forte das Cinco Pontas
3232 2812 / 3232 2833

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porto
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3232 1594 / 3232 1690 / 3232 1482

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radiotáxi
3423 2865 | 3423 7777

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3232.1553

tele táxi
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3452 2552

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Maria Rita

Pedro Mariano

Milton Nascimento

Gilberto Gil

João Bosco

Chico Buarque

Tom Jobim

Roberta Sá

Céu

MPB